Petrópolis Iluminada vai avançar agora com extensão de rede

Projeto pode render economia de quase R$ 2 milhões Um dos exemplos citados pelo Departamento de Iluminação Pública é a localidade Jacuba, na Posse. Todo trecho nessa localidade ao longo da Estrada União e Indústria não tem iluminação pública e nem a infraestrutura necessária para isso. A iluminação só é feita pelos faróis de veículos que passam no trecho, o que aumenta o risco de acidentes. “As luminárias de LED trazem maior segurança para motoristas no trânsito e também mais tranquilidade para pedestres, porque elas iluminam mais os ambientes e ressaltam mais os objetos, construções, monumentos. O LED pode iluminar até 60% mais que uma lâmpada comum”, destaca o engenheiro elétrico e um dos responsáveis pelo Departamento de Iluminação Pública, Leônidas Mattos. Este novo projeto prevê a instalação de luminárias de LED de 60, 80, 100 e 180 watts de potência. Já as lâmpadas comuns que estão previstas a substituição são de 84, 117, 172 ou 280 watts de potência (incluindo lâmpada e reator). Todo projeto foi feito com base nas normas da ABNT para iluminação de cada tipo de via. O projeto que o Departamento de Iluminação Pública elaborou será executado de acordo com a disponibilidade financeira, ou seja, se foi possível realizar todo trabalho, em um ano serão 16.955 mil novas luminárias de LED, sendo 1.988 pontos novos criados em locais onde é necessário construir toda a rede. O levantamento do Departamento indica uma economia de R$ 1,9 milhão durante um ano de uso das luminárias de LED – caso todo projeto seja executado. Isso porque, além do menor consumo de energia, a tecnologia do LED tem maior durabilidade, o que exige menos manutenções e troca de lâmpadas. Registro de preço A licitação que será aberta pela prefeitura é na modalidade registro de preço. Neste sistema, as empresas interessadas em fornecer o serviço apresentam ofertas de preço para cada item do edital pelo prazo de um ano. Com o valor definido, a prefeitura determina quais serviços serão efetivamente prestados e paga somente por aquilo que foi executado. E cada serviço só será feito de acordo com a disponibilidade orçamentária do município. O recurso que será utilizado para custear esse projeto vem a Contribuição de Iluminação Pública, um mecanismo criado em 2002 para ser usado nos serviços de iluminação pública. A lei que criou a CIP estabelece que ela seja utilizada para o pagamento do consumo de energia e também para manutenção, eficientização, melhorias e ampliação do sistema de iluminação pública. A CIP é calculada sobre a tarifa básica de energia elétrica definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de acordo com o consumo de cada moradia ou imóvel não-residencial – quem consome menos, contribui menos. Por exemplo, uma casa que consome até 100 kw/h fica isento. Já os imóveis não-residenciais que ultrapassam 2.000 kw/h fazem a maior contribuição. Cabe ressaltar que o projeto foi analisado e autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que analisou o edital e todos os croquis elaborados pelo Departamento de Iluminação Pública.]]>

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